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Rugido Verde 24/05/2020 - Desconfinar o Sporting



Caro leitor espero-o bem de saúde, bem como os seus irei aproveitar a boleia do léxico que em tempo de pandemia a todos nos tem acompanhado para, com as devidas salvaguardas pelo tema e com respeito profundo, abordar aquilo que acredito ser necessário ao Sporting Clube de Portugal.


O Sporting Clube de Portugal vive confinado desde a famosa e inenarrável Assembleia Geral de destituição  de 23 de Junho de 2018.


Todos os acontecimentos após esse momento lamentável na história da clube, levaram a que os Sportinguistas, por pressões várias, internas e externas, passassem a viver num clima de confinamento. Alguns desse momentos, tais como a impossibilidade de todos os candidatos se apresentarem ao escrutínio,  a campanha vazia de ideias, o pouco esclarecimento dos associados, a vitória da lista com menor número de sócios elegendo uma direcção que, a meu ver, pouco ou nada tem feito para aproximar os Sportinguistas, (apesar do lema “Unir o Sporting”), tem funcionado como se de um vírus se tratasse.


Vírus cuja capacidade de contágio não deve de ser menosprezada e com dois problemas por resolver: encontrou um hospedeiro, o Sporting Clube de Portugal, desprovido de anticorpos e que lhe permite sobreviver, e, por outro lado, conseguiu isolar os sportinguistas, confinado-os.

O Sporting Clube de Portugal sempre foi um hospedeiro preferencial deste tipo de vírus, pois, apesar de uma imunidade de grupo criada com a direcção do Presidente Bruno de Carvalho, estes patógenos continuaram activos, não nas superfícies, mas por alguns camarotes, tertúlias, comunicação social e outros ambientes prolíferos à sua missão.


Que missão, pergunta o leitor? 


Continuar a manter o hospedeiro vivo, sinal de sucesso do vírus, mas alterar por completo e se possível a sua genética com a venda da SAD.


A sintomatologia é evidente, neste momento de confinamento forçado dos sportinguistas e do Sportinguismo (evitando, por sorte, o contacto com este patógeno) multiplicam-se as suas aparições apelando a uma cura. Uma vacina? Terapêutica medicamentosa? Não, caro leitor. Um comprimido composto de açúcar, ministrado nas bocas amargas, que não é mais do que a entrada de um investidor e a troca de um “regime presidencialista”, seja o que isso for, por uma equipa.


Ora, estando aqui, nesta fase, identificada a estirpe do vírus, conhecida de todos, confirmada a existência da imunidade de grupo, observada recentemente no mandato da anterior direcção, resta-nos a nós, sportinguistas, começar a, de forma lenta, ponderada e progressiva, desconfinar.


Desconfinar significa voltar ao combate por recuperar a dignidade do Sporting Clube de Portugal, que, por estar ferida, tem sido aproveitada pelos patógenos para a lavagem cerebral useira e vezeira nestas situações. Estejamos atentos a essas vozes messiânicas, a esses cantos de sereia, que mais não querem do que ver o clube ligado a uma máquina de diálise, sendo que os consumíveis são de sua propriedade.


Desconfinar significa continuar a lutar pela clarividência e clareza dos actos do presidente da mesa da AG, que, é bom recordar, disse em directo na SIC Notícias, que considera uma norma, regra, prevista nos estatutos, ilegal. Esta interpretação Ad Hoc dos estatutos, não surpreende ninguém que tenha presenciado AGs presididas por Rogério Alves,  que, além de comentários acessórios e desnecessários aos sócios que ali intervêm, por direito legitimo, tem uma visão dos estatutos, eu diria, muito própria.No fundo, o presidente da Mesa da Assembleia Geral é um patógeno que se julga dono do hospedeiro.


Desconfinar é olhar para a última entrevista de Frederico Varandas e sentir vergonha alheia. Se os pacientes reconheciam Varandas pelos olhos, como ele disse, nós, Sportinguistas, reconhece-mo-lo pela incompetência. A sua vulgaridade ao contar a sua experiência do combate à COVID-19 (sou honesto para agradecer o contributo) com aquele absurdo civilizacional de mandar retirar um quadro do rival do gabinete que lhe foi atribuído, é reveladora da pequenez do Homem. Eu quero saber do rival, Frederico Varandas, tenha vergonha.


Desconfinar é exigir que todos aqueles que foram, ilegalmente e sem fundamento objectivo, afastados da sua condição plena de associados do Sporting Clube de Portugal, possam vir a ser reintegrados. Qual era o lema da campanha, caro leitor?


Desconfinar é olhar para a troca das cores das cadeiras e a melhoria da rede Wi-Fi, como quem olha para a avestruz a enterrar a cabeça na areia. É giro, as crianças adoram, os adultos também, mas amanhã é uma memória, nada muda.


Desconfinar é pedir desculpa a Bruno de Carvalho, enquanto cidadão, por aquilo que é um dos maiores embustes da justiça portuguesa e do estado de direito português, pelo menos desde 1974, e que muitos dos sportinguistas, outrora a seu lado, não souberam, os ignorantes, não quiseram, os cretinos, reconhecer.


Desconfinar é dizer não ao voto electrónico.


Desconfinar é dizer não à venda da SAD.


Desconfinar é voltar a dizer o Sporting é nosso, outra vez.


Saudações Leoninas,

Viva o Sporting Clube de Portugal.

Rui Corte-Real

24/05/2020

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