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  • Opinião com Assinatura

Paulo Afonso Ramos 12/05/2020 - O DJ IN THE HOUSE

Histórias nocturnas com impacto para além dos dias... Hoje trago-vos uma história nocturna que aconteceu no Bairro Alto, em Lisboa, nos tempos dos ataques desmedidos para queimar um cidadão e quem estivesse ao seu lado.



Então é assim: Como em outras vezes, fomos beber um copo ao bar de um amigo comum. Estávamos no dia 16 de outubro de 2018. Durante a noite, tiraram-nos uma fotografia(em anexo)na cabine de som, a foto, por acaso, foi tirada com o meu telemóvel e o Bruno pediu-me a foto para publicar nas suas redes sociais. Publicou, numa brincadeira, com o título de “Dj in the house”, e na legenda escreveu: “O que custa ganhar a vida”! Além da brincadeira, e da foto, o Bruno tinha, de facto, um cigarro electrónico que, com a incidência das luzes, reflectiu-se naquela fotografia. Eu estava lá. Vi. A família Cofina (CM e Record) agarrou no post, de título [Dj in the house] para fazer a queimada do cidadão como se fosse uma história real, sem qualquer análise ou questão, depois, foi mais longe com um destaque no interior para fazer alusão aos pormenores discutidos no Facebook. O verdadeiro jornalismos de algibeira como aquele inesperado “misterioso cigarro electrónico” já usado num outro episódio gravíssimo, na época, que afinal não foi mais uma tentativa de aniquilar o então presidente do SCP. {Lembram-se disso?}. Voltemos à fotografia. Aquela luz era o ponto referência para incendiar a imagem do homem numa queimada pública ao jeito dos tempos da inquisição. Primeiro, como nos métodos da política severa [o Tribunal do Santo Ofício] eram os trabalhos forcados {DJ}, os açoitamentos {com as ferramentas Facebook/Instagram} com o intuito de terminarem sempre na “pena de morte”, porque não podia ser de outra forma, pelo fogo ou pelo garrote. A CMtv, diariamente, também, ajudava na construção, consolidação e cremação do cidadão julgado em praça pública sem hipótese de defesa. Todos os defeitos e vícios eram bem-vindos! A ordem era para matar, publicamente, o homem ao jeito de exemplo maior para nenhum outro homem ousar seguir-lhe o exemplo. E não é que tive conhecidos que juraram a pés juntos que aquela mancha era outra coisa? Sabiam mais do que eu que estava lá. Não conheciam o homem, mas diziam conhecer-lhe os vícios, e pior, até eu, sem vícios, também já era igual... tal não foi a injecção naquelas cabeças no ar! Horas a fio de programas televisivos, reportagens, esperas à porta, entre outras crónicas e as muitas certezas absolutas da sua culpabilidade com adjectivos pouco abonatórios. Quem são, afinal, os mandantes deste terrorismo de queimada pública, com difamações constantes, perseguições e uma detenção e prisão longa, mediática, para “matar” o cidadão que ousou fazer acordar o Leão? Este circo, sim, é um novo conceito de terrorismo, acariciado por gentes de colarinho branco e com a gentileza de quem apregoa uma certeza absoluta. Mesmo que nunca nada seja provado! E o homem, naquela noite, só queria divertir-se e ser um simples DJ em casa entre amigos...



Paulo Afonso Ramos

12/05/2020


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