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  • Opinião com Assinatura

Luís Teves 10/06/2020 - D. FREDERICO VARANDAS, REI DE PORTUGAL



Hoje celebra-se o Dia de Portugal, de Camões, e das Comunidades Portuguesas. Nesta data, é tradicional serem distinguidas anualmente algumas individualidades em reconhecimento do seu trabalho e entrega em nome da nação. Nos países com forte presença de emigrantes portugueses este dia costuma ser celebrado com variadas festividades mas este ano, devido ao Covid-19, muitas das celebrações foram canceladas em vários países.


Não sei quem será galardoado com altas distinções em Portugal este ano mas tenho uma sugestão para que, num futuro muito próximo, a comissão de selecção considere atribuir um especial reconhecimento ao Dr. Frederico Varandas. Penso ser de elementar justiça que um presidente-doutor-capitão seja recipiente de tão prestigiado louvor quando, apesar do seu calendário ser totalmente preenchido com assuntos do Sporting, o homem, ainda assim, se voluntariou para batalhar o Covid-19. É de louvar!


Se calhar eu até ia mais longe; se Jorge Jesus foi condecorado com a Ordem do Infante pelo Presidente da República, apenas porque se sagrou campeão do Brasil, Varandas merece mais…muito mais! Foi, quiçá, o primeiro capitão na reserva a voluntariar-se como combatente de pandemias, arriscando infecção e até a morte, colocando-se, desinteressadamente, ao serviço dos outros e expondo a sua débil saúde mental a excessivo stress. Mas como distinguir Varandas? Proponho que seja nomeado Rei de Portugal Por Um Dia…ou talvez uma semana!

Tradicionalmente, cada rei de Portugal, para além do seu nome próprio, possui também um cognome que o pretende descrever pelos seus atributos físicos, pela sua personalidade ou pelas suas obras.


Teremos então que arranjar um cognome que seja adequado ao Sr. Doutor. Mas que escolha fazer? “O Conquistador” já foi atribuído a D. Afonso Henriques e para além disso Varandas não conquista nada. “O Lavrador” também não pode ser porque pertence a D. Dinis e porque o estado da relva de Alvalade piorou depois que o Varandas chegou. “O Eloquente” é D. Duarte e nem de perto descreveria Frederico Varandas. “O Formoso”…com aquela tromba nem pensar, e de qualquer forma já foi atribuído a D. Fernando. Após muita reflexão, penso ter encontrado duas alternativas que encaixam na perfeição: D. Varandas “O Ignorante” ou então D. Varandas “O Mentiroso”. No final a minha preferência vai para “O Mentiroso” porque ser ignorante não é propriamente uma escolha intencional mas ser mentiroso é, sem margem de dúvida. Para além disso, nos últimos dois anos aprendi, com muito esforço, a detectar exactamente quando Varandas está a mentir. Após horas de visionamento de entrevistas cheguei à conclusão que se os lábios do Varandas estão a mexer, o homem está a mentir!


Eu tenho cá uma queda para identificar um mentiroso a quilómetros de distância, mas esta questão de cognomes é uma coisa muito séria e não nos podemos afiançar apenas na minha destreza na detecção de trapaceiros. Por isso acho oportuno fazer um pequeno exercício de memória.


Frederico Varandas mentiu quando prometeu aumentar o número de sócios para 200 mil ainda em 2019. Estamos em 2020 e o clube tem menos sócios do que em 2018.


Prometeu que todos os membros remunerados da sua direcção iriam apresentar anualmente

declarações de rendimento e património (parece que ele próprio já adquiriu um imóvel milionário), mas passados quase dois anos ninguém o fez, portanto…mentiu!


Mentiu também quando assegurou publicamente que após a sua eleição contaria ao país tudo o que sabia sobre o campeonato de futebol de 2015/2016.


Mentiu quando disse que se fosse eleito presidente do Sporting jamais aceitaria que Bruno de Carvalho fosse expulso de sócio. Nem uma palavra proferiu durante o processo de expulsão. (vídeo abaixo).



Afirmou que para haver paz no Sporting teria de ser permitida a participação de Bruno de Carvalho nas eleições mas nada fez para que isto fosse possível. Portanto….mentiu!


Mentiu quando declarou que tinham sido batidos todos os recordes de vendas de gamebox e

merchandising. Basta ver a taxa de ocupação do estádio.


Mentiu quando assegurou que iria proceder a um inquérito interno para apurar quem foi o responsável pela fuga de informação da Auditoria para os órgãos de comunicação social.


Mentiu em tribunal quando disse ter ajudado o “spoter” da PSP a separar jogadores de Fernando

Mendes, no aeroporto do Funchal, quando o vídeo demonstra claramente que ele se encontrava bem distante do local.


Mentiu quando disse ter observado três elementos da Juve Leo cuspir numa adolescente, filha de um membro do seu CD. (vídeo abaixo)



Mentiu quando atribuiu as saídas de Filipe Osório de Castro e Rahim Ahamad como consequência de efeitos do Covid-19 nas suas vidas particulares.


Mentiu quando disse que era ele que estava a tratar dos dossiers das transferências de Rui Patrício e Gelson Martins quando teve de pagar, e bem, pela “ajuda” prestada pelo Jorge Mendes.

Mentiu acima de tudo quando escolheu para bandeira da sua campanha a frase “Unir o Sporting”, uma vez que até à data mais não fez do que dividir para reinar.


Frederico Varandas não está comprometido com a verdade. Mente sobre assuntos importantes com a mesma facilidade com que mente sobre coisas insignificantes. Como não tem obra para apresentar, mente constantemente numa estratégia de fuga para a frente, acreditando que os sportinguistas são tão burros ao ponto de acreditarem no que ele diz ao mesmo tempo que vêm imagens que provam o contrário. Se a quem mente chamamos de mentiroso, Frederico Varandas é um mentiroso…diz o que não é verdade com a intenção de enganar.

Num país onde a corrupção e a mentira são a força motriz que movimenta a governação, a justiça, os negócios e o futebol, nada mais apropriado do que distinguir um perito na arte da ficção, do engano, da fantasia e da falcatrua.


Em tempos alguém escreveu, e bem, que Portugal é um país de “…corruptos, safados, vigaristas,

hipócritas, tratantes, trapaceiros, velhacos e ladrões…”. Nada mais evidente, quando verificamos que certas figuras envolvidas em escândalos, crimes, desvios de dinheiro, fraudes, e outras coisas mais, acabam por ser galardoados com nobres títulos pelas mais altas figuras do estado.


Distinguir um mentiroso por um dia ou uma semana não será assim tão grave e não faltará quem queira aplaudir de pé.



Luís Teves

10/06/2020


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