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Paulo Afonso Ramos 15/09/2020 - CRÓNICA BIPOLAR OU SEM IDENTIDADE



Estou num dilema terrível para escrever-vos esta singela crónica porque não sei se o faça como cidadão ou como Sportinguista!


Como cidadão tenho assistido preocupado ao regabofe de promiscuidade descaradamente óbvio que temos vivido nos últimos tempos/anos.

Antigamente, e não só os políticos, havia um recatado cuidado em fazer as coisas escondidas e hoje é tudo às claras sem pudor nem rigor, e já agora, com tanta gente conivente!


Quero dizer com isto que, suponho eu, que quem não apoia o ilícito ou o dúbio nesse marasmo suspeito não pode ser um cidadão decente ou ter votos para ganhar. E nem precisa de maioria para ser eleito como P ou PM porque, repito, suponho eu, há uma “estrutura invisível” que coloca o homem naquele lugar quanto mais o caminho for em carrossel.


Hoje tenho dificuldade em escrever-vos porque não sei com que identidade o possa fazer. Por exemplo:


- Se quiser escrever sobre uma venda de um jogador da seleção Argentina que foi mais barata que a compra de um treinador em início de carreira devo fazê-lo como cidadão, como adepto ou como Sócio com quotas em dia?


- E sobre a dívida?


- E se quiser comentar a vergonha dos despejo das Claques?


- E do presidente médico que tem a equipa cheia de COVID-19? Um problema social, claro, embora o tal especialista tenha feito aquelas declarações arrogantes.


- Ou sobre uma futura AG para e cito: “Exclusivamente para votação do Orçamento” como posso comentar?


- Até sobre a falta de público nos estádios quando nos outros espectáculos há piores condições e têm público e ainda assim, os presidentes de Lisboa [Clubes e afins] estão caladinhos?


- Ou sobre a Justiça portuguesa que parece ter toupeiras em carrossel, pode ser um tema para o cidadão, adepto ou sócio de um Clube altamente prejudicado?


São tantos os temas que até tenho receio de escrever-vos uma crónica bipolar e sem identidade definida.


Como a maioria, talvez opte pelo silêncio conivente e não escreva mais uma linha que seja num país podre onde a justiça e a credibilidade já morreram e nem um funeral mereceram.


Nem uma última despedida...


P.S.: Não percam tempo a acusar-me de Síndrome de Burnout!


Saudações... sei lá!



Paulo Afonso Ramos

15/09/2020




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