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Luís Teves 18/11/2020 - TRÉGUAS…AGORA?



Com a equipa profissional de futebol masculino, posicionada isoladamente no primeiro lugar da tabela classificativa da Liga NOS, começaram a aparecer, na comunicação social, artigos de opinião que apelam ao sentido sportinguista dos sócios e adeptos do Sporting, reclamando que seja feita uma trégua onde os sportinguistas ponham de lado as suas diferenças para dar à equipa o apoio que ela merece e necessita.

É, sem dúvida, um chamamento que visa seduzir e sensibilizar o universo leonino, invocando os mais nobres e elevados sentimentos de sportinguismo, e estimular a união que alguém em tempos prometeu fomentar, mas nunca o fez. Estes apelos poderiam até ser considerados como sendo gestos dignos, valorosos e sinceros se viessem de outras pessoas que não aquelas que andaram cinco anos a debilitar e minar o trabalho da anterior direcção. Parece-me que alguém que contribuiu activamente para derrubar o antigo CD, e expulsar do clube o seu então presidente, deveria ser última pessoa a pedir tréguas no clube.



As pessoas que, a certa altura, criticaram as “…carpinteiras do costume que já saíram a terreiro com habituais movimentações para reuniões de assembleias gerais e eleições….”, e culparam os sportinguistas pela “patente decadência competitiva do Sporting”, são as mesmas que tudo fizeram para derrubar uma direcção que tinha tornado o Sporting mais competitivo do que tinha sido nos últimos 20 anos. Aqueles que andaram a construir outdoors na Segunda Circular para contestar Bruno de Carvalho são agora os mesmos que vêm pedir às “carpinteiras” para que esqueçam “…os egos, as agendas, os ressentimentos, os requerimentos…”. Porque não esqueceram estes senhores os egos, as agendas, as suspensões e as expulsões em 2018? Porquê só agora nos devemos esquecer?


Espero que os sportinguistas tenham o mínimo de discernimento e não se deixem levar pelos cantos desentoados destas sereias de água de esgoto. Agora, mais do que nunca, é altura para não nos esquecermos de requerimentos, e para não deixarmos de exigir que o Sporting Clube de Portugal seja gerido por gente competente, íntegra e honesta. O primeiro lugar, não liberta os Órgãos Sociais do clube da sua obrigação de cumprir os seus deveres e as suas promessas. A liderança da Liga NOS, não confere ao presidente da MAG quaisquer outros poderes que não sejam os que lhe estão outorgados pelos estatutos do clube. As vitórias nunca poderão suavizar o desrespeito dos dirigentes pelos sócios do clube nem podem servir de justificação para que os nossos direitos sejam ignorados e usurpados.


Eu quero que o Sporting ganhe sempre mas nunca confundirei o meu apoio incondicional às equipas verde-brancas, com anuência ou aprovação a esta miserável direcção. A minha luta é pelo Sporting e não depende de resultados desportivos. Os atletas e equipas técnicas têm que estar preparados para enfrentar os desafios dentro das quatro linhas e nós, os verdadeiros sportinguistas, temos que estar preparados para continuar a defender o nosso clube e exigir que ele seja gerido com capacidade, idoneidade e know-how. Temos que continuar firmes nas nossas reivindicações, para que o clube seja um clube inclusivo, democrático, dinâmico, ambicioso e ganhador. A ganhar ou a perder no futebol, continua a ser a nossa obrigação lutar para que as eleições no nosso clube sejam justas e transparentes. Continua a ser nossa obrigação exigir que os estatutos do clube sejam cumpridos. Independentemente dos resultados, continua a ser nossa obrigação pugnar pela justiça, pela verdade e pela igualdade no seio do clube. E sim, continua a ser nossa obrigação afastar do poder todos aqueles que não respeitem os princípios da democracia e os direitos dos sócios.



Custa-me acreditar que estes apelos à união e tréguas sejam autênticos e genuínos vindos de apoiantes de uma direcção que mais não tem feito do que alimentar guerras e divisão entre sportinguistas. Por outro lado, não compreendo o porquê de pedir apoio aos adeptos quando se diz, à boca cheia, que a equipa está a ganhar porque não há adeptos no estádio.

Uma coisa é certa, no entanto. Nunca quero ver o Sporting perder mas nunca darei tréguas a estes Órgãos Sociais. Para mim, só haverá paz quando forem corrigidas as injustiças feitas a alguns sócios do Sporting e quando eles regressarem com plenos direitos, pela porta grande, à família leonina. Até lá, não obrigado.



Luís Teves

18/11/2020



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