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Luís Teves 12/08/2020 - AG – ALDRABICE GERAL ?



Em Setembro de 2018 fui a Lisboa com o objectivo de votar nas eleições do Sporting Clube de Portugal. Tomei esta decisão antes de ficar estabelecido que duas das listas que pretendiam concorrer à presidência do clube seriam impedidas de participar no processo eleitoral. Assim sendo, e apesar de me ter deslocado dos Estados Unidos a Portugal expressamente para exercer o meu direito de voto, decidi não participar numa eleição que considerei ser antidemocrática, ilegal e ilegítima. Nunca me arrenpendi desta decisão.


A minha aversão, e oposição, a todos os precedimentos que envolvem votações no nosso clube teve a sua génese na Assembleia Geral de destituição do então Conselho Directivo liderado pelo Dr. Bruno de Carvalho. Por esta ocasião, encontrava-me nos Estados Unidos, mas tive oportunidade de seguir o desenrolar dos acontecimentos em directo, através de um amigo que fez cobertura com o seu telemóvel via Facebook. Confesso que à medida que via, e ouvia, as intervenções dos sócios, cada vez mais me convencia que a proposta de destituição seria derrotada. Os testemunhos articulados pela esmagadora maioria dos sócios que intervieram, foram de apoio a Bruno de Carvalho e, por isso, foi com enorme surpresa, descrença e suspeita que reagi ao anúncio do resultado da aprovação da destituição por uma maioria de 71%.


Já em 2011 o processo eleitoral para a presidência do clube, que culminou com a “vitória” de Godinho Lopes, tinha sido bastante polémico, com as declarações que “ajustes” teriam sido necessários na contagem de votos, às quais foram somadas acusações de que teria havido um “churrasquinho” pós-eleitoral e que até sócios já falecidos teriam participado nas eleições. Em 2018 ninguém anunciou terem sido necessários “ajustes” na contagem mas o que é facto é que foram vistas, e filmadas, várias pessoas a sair do Altice Arena a carregar sacos cheios papeis. No decorrer de uma votação com a importância da AG de destituição parece ser altamente inquietante e duvidoso ver personagens a sair do local com sacos cheios de seja lá o que for. A mim ninguém me convence que Bruno de Carvalho não foi roubado em 2011 e outra vez na AG de destituição. E nada me garante que a votação na AG de expulsão em Dezembro de 2018 não tenha sido adulterada também.



Desde a AG de destituição as votações no Sporting não têm merecido a minha confiança porque os boletins de voto ou são codificados com códigos de barras ou com outro sistema de numeração. Nunca em nenhuma parte do mundo, onde se organizam eleições democrática e livres, se viu boletins de voto numerados ou codificados pela simples razão que não existe motivo absolutamente nenhum para o fazer que não seja para garantir a possibilidade de identificar o voto com o votante, violando descaradamente o princípio do escrutínio secreto. Eu jamais aceitaria participar num acto eleitoral onde os boletins de votos estivessem codificados e admira-me que sócios do Sporting aceitem ser usurpados dos seus direitos de maneira tão indigna, despudorada e indecente. Não é certamente o Dr. Rogério Alves quem me irá convencer que não é assim só porque diz que “os serviços já deixaram a garantia de que não há possibilidade de fazer a ligação ente boletim e votante.”. Então porque nunca foram utilizados boletins codificados e numerados no Sporting antes de estes Órgãos Sociais tomarem conta do clube?


O Dr. Rogério Alves e o seu fantoche, Frederico Varandas, já se aperceberam que não têm a aprovação ou simpatia da maioria dos sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal. Por isso jogam agora a sua mais arrojada cartada…o I-Voting. Com o pretexto de facilitar a participação e incluir todos os sócios nas grandes decisões do clube o Dr. Rogério Alves tenta convencer os mais distraídos que estes Órgãos Sociais estão totalmente comprometidos em proporcionar aos sócios estas alternativas. O mais elucidativo em toda esta questão é que ainda que os sócios não se tenham manifestado oficialmente sobre o I-Voting o Dr. Rogério Alves já fez uma prospecção de mercado e seleccionou a empresa que irá implementar este sistema no Sporting.  Optimista o homem, o mesmo PMAG que não consegue facultar o acesso aos sócios às contas do clube através do site oficial do Sporting ou através de e-mail para quem o solicitar. Quem quiser consultar as contas do clube tem que se deslocar a Lisboa mas para votar pode fazê-lo na Cochinchina. Faz todo o sentido…não acham?


Rogério….cantas bem mas não me alegras!



Luís Teves

12/08/2020


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