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  • Opinião com Assinatura

Luís Teves 09/09/2020 - DESTRUIR É FÁCIL E RÁPIDO. PERGUNTEM AO VARANDAS COMO SE FAZ.



Não há nada que me aborreça mais do que ver alguém receber mérito por algo que eu fiz. Todos queremos acreditar que o nosso trabalho reflecte a nossa competência, inteligência e dedicação. No entanto, no mundo real, tem mais importância quem recebe os louros do que quem tem as ideias ou quem executa os projectos. Isto é especialmente factual no Sporting Clube de Portugal onde basta virar as costas para ser apunhalado, sem dó nem piedade, pelo seu amigalhaço. Quem não se lembra de ouvir Sousa Cintra dizer que o clube se tinha sagrado campeão de Futsal durante a sua liderança quando tinha iniciado ”funções” na Comissão de Gestão uma semana antes?

Sousa Cintra é um intrujão, mas comparado com Frederico Varandas e um menino do coro. Frederico Varandas é um impostor e um charlatão. É um tipo que pensa que é perfeito, que adora falar de si próprio e das suas façanhas, que arranja desculpas para tudo; é imaturo, mente à boca cheia, é impulsivo e não tem a noção de compromisso. Mas o que mais me enoja nele é que, para além de não cumprir o que promete, não tem pudor, nem dignidade, e não hesita em tentar colher os louros do trabalho que não foi dele. 

O episódio que protagonizou na passada semana ao congratular-se com a convocação de vários atletas do Sporting para a seleção de sub-21 foi último exemplo de mais uma tentativa rasca e desprezível de chamar a si o mérito de tal proeza, quando a maioria dos jovens selecionados estão no Sporting há muito mais tempo do que ele é pseudo-presidente. Note-se que Varandas não fez nenhuma referência ao facto de o Sporting não estar representado por nenhum atleta na convocatória da Selecção A pela primeira vez em mais de 20 anos.

Como se isso não bastasse o velhaco doutor, insinuou que está a reconstruir aquilo que Bruno de Carvalho destruiu. “Destruir é fácil e rápido. Construir demora tempo”, escreveu ele. Varandas estava de certeza a escrever para aqueles que pensa serem os seus seguidores, ou seja…os ignorantes como ele. Na minha apreciação erguer, em quatro anos, um pavilhão que era prometido há 30 anos, é construir. Enchê-lo em quase todos os jogos das modalidades também é construir, e conquistar troféus em todas elas, é mais do que construir…é arrasar! Aumentar o número de sócios para mais de 170 mil em cinco anos é construir. Encher o Estádio de Alvalade com 40 mil praticamente em todos os jogos é construir. Tornar o Sporting como melhor clube português na lista dos clubes financeiramente mais poderosos do mundo é construir. Transformar um clube falido numa força desportiva capaz de ombrear com os maiores clubes do mundo é construir.



Nada disto foi executado pelo Dr. Frederico Varandas. O que ele fez foi dividir os sócios e quebrar todas as promessas eleitorais que fez. O que ele conseguiu, em menos de dois anos, foi esvaziar Estádio de Alvalade e o Pavilhão João Rocha. Fez com que o clube perdesse cerca de 80 mil sócios, desbaratou um plantel de luxo por tostões, comprou atletas medíocres a preços exorbitantes, e arruinou várias modalidades como o ciclismo e o padel que ele nem sabia que existia no clube. Esta amostra de presidente conseguiu fazer o que mais ninguém fez em 114 anos…ter a época com mais derrotas na história do clube. Levou o clube a um vergonhoso quarto lugar e deve dinheiro a toda a gente. Se isto é construir nem quero ver quando a obra estiver pronta. Para esse indouto, construir deve ser baptizar as portas do pavilhão que o seu antecessor edificou ou publicar o jornal Sporting semanalmente como se fazia antes dele aparecer. Construir deve ser por a treinar à parte o mais valioso activo do plantel como que a implorar que alguém o compre. Este indivíduo não tem a mínima noção do que é gerir um clube desportivo e como não tem absolutamente obra nenhuma para apresentar vangloria-se descaradamente como autor do trabalho feito por quem veio antes dele.

 


Isto não quer dizer que o simplório não construiu nada. Ele construiu uma fantástica equipa de palhaços para reabrir um circo que estava encerrado há 5 anos. Adicionou-lhes alguns malabaristas financeiros, contorcionistas da opinião pública, e ilusionistas jurídicos, para enganarem o Manchester United, o Sporting Clube de Braga e os sócios do Sporting. O circo vai agora de vento em popa com espetáculos “estristes”diários que envergonham qualquer sportinguista com dois dedos de testa. O Varandas assume orgulhosamente o papel de mestre de cerimónias contribuindo diariamente, como só ele é capaz, para o enriquecimento do anedotário nacional.

E dizia ele que acabou o tempo de o Sporting ser alvo de chacota. O Sporting nunca foi alvo de chacota e nunca o será. Quem é alvo de chacota e zombaria é o Sr. Frederico Varandas que não sabe dizer três palavra seguidas sem se engasgar, não tem a mais pequena noção de como formular e expressar um raciocínio e não se apercebe minimamente das figuras tristes que faz cada vez que dá uma entrevista. Alvos de chacota são os seus comparsas da direção que vem publicamente dizer que o objectivo para este ano é melhorar o quarto lugar. Alvos de chacota são os seus familiares que têm de se esconder no escuro da noite para remover as faixas instaladas nas pontes das autoestradas a pedir a sua demissão. Alvo de chacota é ter um ex-jogador do clube a auto elogiar-se por ser promovido a “Embaixador” depois de perder a mama de comentador na TV.

O que eu não compreendo, e nunca vou compreender, é como os sportinguistas conseguem assistir a tanta bazófia, tanta velhacaria, tanta aldrabice e não se organizam a sério para pôr fim a esta palhaçada.



Luís Teves

09/09/2020


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