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João Francisco Fonseca 27/04/2020 - Coma induzido


E ao que parece o campeonato volta em Junho. Os treinos em Alvalade começaram logo. Assim se furou um acordo de cavalheiros, com os restantes clubes da primeira liga - acordaram todos retomar os treinos a 4 de Maio. Há dias reunimos então, em Alcochete, um medíocre plantel, desequilibrado na qualidade, mas pago a peso de ouro. Começaram em grande estilo - literalmente - ou melhor num conjunto de estilos a fazer lembrar os velhos tempos de um sério treino para uma final de um interturmas. Os níveis de exigência continuam a fazer jus aos saudosos tempos do Sr. Eng. Godinho Lopes. O amadorismo prevalece. Contudo, os gastos são de topo. A história já nos é familiar. A narrativa do “para a época é que (não) vai ser”, já está há muito plantada. Considerando um orçamento de 70.000.000€ para o futebol profissional, o terceiro maior da Liga, e com 42 pontos, o custo por ponto é de 1.667.000€. Uma vitória custa aos cofres do Sporting cerca de 5.000.000€. Analisando os restantes clubes temos o FCP com um orçamento de 90.000.000€ e com 60 pontos, no primeiro lugar da Liga. O SLB com um orçamento igual mas com menos 1 ponto. Ao FCP um ponto custa 1.500.000€ e ao Benfica 1.525.000€. O Sporting de Braga, que está em terceiro lugar e que teve um início de época inconstante, soma 46 pontos, mais 4 que o Sporting. Tem assim um custo de cerca de meio milhão por ponto, com um orçamento total de cerca de 25.000.000€. Já o Rio Ave, o Vitória de Guimarães e o Famalicão têm custos por ponto na ordem dos 200.000€/300.000€. Com orçamentos totais para o Futebol de 9.000.000€, 10.000.000€ e 7.500.000€, respectivamente. No Sporting vivemos sob a égide da incompetência e do amadorismo. Estamos num coma induzido e assim vamos continuar.


João Francisco Fonseca

27/04/2020


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