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João Francisco Fonseca 04/05/2020 - O último a treinar apaga a luz

Atualizado: Mai 5



Quando Godinho Lopes deixa a Presidência do Sporting Clube de Portugal era treinador Jesualdo Ferreira. Bruno de Carvalho herda para além do treinador em funções mais quatro no que a pagamentos diz respeito: Ricardo Sá Pinto, Franky Vercauteren, Paulo Sérgio e Domingos Paciência. Resolvidos estes assuntos e sem se falar de “heranças pesadas” ou milhões a saírem dos cofres de Alvalade, contrariamente aos hábitos por estas paragens, seguem-se três treinadores em cinco temporadas e sem nenhuma chicotada psicológica a meio das épocas. Com a saída de Bruno de Carvalho da Presidência e primeiro com Sousa Cintra e João Sampaio e depois com Frederico Varandas e João Sampaio vamos, ao dia de hoje, com quatro treinadores contratados mais três treinadores e muitos milhões de euros envolvidos. Em menos de dois anos depediu-se Sinisa Mihajlovic, sem se tentar chegar a acordo, o que vai custar aos cofres leoninos mais de três milhões de euros. Contratou-se e despediu-se José Peseiro o que fora ordenados custou um milhão e duzentos mil euros. Seguiu-se Tiago Fernandes, como interino, sem custos extraordinários. Por quinhentos mil euros resgata-se ao Al Jazira, um clube árabe, o desconhecido e inexperiente Marcel Keizer. Não completa um ano aos comandos da equipa de Alvalade e sai com um acordo de mais quinhentos mil euros. Entra Leonel Pontes como um “talvez não interino”, mas não aguenta mais de quatro jogos e regressa à liderança da equipa de sub-23. Jorge Silas é o nome que se segue e o desfecho é o já habitual nesta “liderança”. Apesar do contrato válido até ao final da época de 19/20 com mais uma de opção, só se aguenta no banco Alvalade por poucos meses, até Março e em esforço. Sai com a sua equipa técnica garantindo o pagamento dos ordenados até ao final da temporada. Rúben Amorim, custará ao Sporting só pelo resgate ao Sporting de Braga, sem acordo, pela cláusula de rescisão, entre dez a quatorze milhões, mais três milhões(brutos)/ano em salários. Com contrato até 2023 estamos a falar de qualquer coisa como nove milhões de euros que são subtraídos aos cofres da SAD verde e branca. Assim, o All in Rubén Amorim deverá custar no total vinte e cinco milhões de euros, a um clube que, por exemplo, abdicou dum jogador que garantia 30 golos/época para poupar em salários. O contrato milionário deste treinador vai para além de 2022, ano de eleições. Ainda o mandato vai a meio e já se sabe que a factura só em treinadores vai ultrapassar os trinta milhões de euros, entre despedimentos sem acordo por período de adaptação que afinal não o são, cláusulas de rescisões, indemnizações e salários.


João Francisco Fonseca

04/05/2020


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