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Inês Simões 19/05/2020 - Recomeçar

Estamos de regresso à “normalidade” após quase dois meses de confinamento e estado de emergência. 

Nunca pensei de facto viver isto, pensei talvez numa catástrofe natural tendo em conta o que o nosso Planeta sofre nas mãos dos humanos no entanto não estava à espera de um Covid. 


Estamos já a recomeçar muita coisa como alguns negócios e a abertura da maior parte do comércio mas não é disso que vos quero falar hoje. 


Como sócia e adepta do Sporting (uau surpresa) quero falar-vos de como recomeçou o meu amor pelo Sporting, sim porque tivemos durante um tempo de costas voltadas. 


E para vos contar isto tenho que começar pelo principio. 


Desde miúda que ia com o meu pai aos jogos do SCP e sempre afirmei cheia de orgulho que era do Sporting a todos os meus colegas de escola, mesmo sabendo que ia ouvir as bocas estúpidas do não sermos campeões. Sempre a mesma conversa. 


Durante a faculdade (sou licenciada em psicologia) fui perdendo aquela motivação e chama, que me fazia ir aos jogos e vir ensonada no dia seguinte para as aulas matinais. 


Senti que não era a mesma coisa, não sofria com as derrotas como dantes, não sentia aquela vontade de gritar nos jogos até quase me saírem os pulmões, não vibrava tanto com as vitórias, não era a mesma coisa como quando era miúda… até que apareceu Bruno de Carvalho. 


E aí recomecei. Recomecei a ir aos jogos de futebol dos rapazes, a ir ver outras modalidades (que nunca tinha ido), a interessar-me pelo clube como um todo, a vibrar com os jogos, a ir vestida a rigor para cada jogo e a gritar até que a alma me doa. Isto para mim foi uma inovação e como Steve Jobs tão bem dizia : “Inovação distingue o líder de um seguidor”. 


O meu amor pelo Sporting Clube de Portugal recomeçou com Bruno de Carvalho. Sempre disse isto e sempre fui muito criticada por o fazer mas continuei a dizê-lo à mesma. 

Como sou mulher sempre estive habituada às criticas mas também estou habituada a saber lidar com elas e a fazer disso pontos de força em vez de desistência ou silêncio. 


Depois do que aconteceu (e não vale a pena voltar a falar do mesmo) senti que o meu clube e o Presidente precisavam de mim, do meu trabalho e do meu empenho. 


Conheço muitos amigos e colegas actores que também recomeçaram o seu amor pelo Sporting com Bruno de Carvalho mas que fugiram com o rabo à seringa quando foi altura de o apoiar e de estar ali. De confiar e de acreditar. Quando era para aceitar convites para ir aos jogos ou até tirar fotos com o presidente lá estavam eles sempre prontos a dizer “ Viva o Presidente” mas quando foi realmente preciso o seu genuíno apoio onde estavam? A apagar as fotos das redes sociais e no silêncio. 

Se isto não diz muito do seu carácter das pessoas não sei o que diz. 


Sempre acreditei, sempre confiei. E porquê? A comunicação social sempre me perguntou porquê, muitos dos meus amigos também, os meus pais nunca. Também acreditavam como eu, o ADN nestas coisas fala sempre mais alto. 

A diferença entre o impossível e possível reside na determinação da pessoa. E a determinação é impossível de fingir, ou tens ou não tens. E Bruno sempre a teve. 

Sempre acreditei na sua inocência e sempre o disse, mesmo levando com mentiras fomentadas por determinados meios de comunicação a tentarem atrapalhar a minha vida pessoal e profissional. 

O meu amor pelo Sporting recomeçou com Bruno de Carvalho e serei sempre grata por isso. 


Obrigada!



Inês Simões

19/05/2020


1.528 visualizações21 comentários

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21 comentários


paulo.borralho9
paulo.borralho9
20 de mai. de 2020

Parabéns pelo seu comentário e principal pelo último parágrafo no qual me revejo totalmente.

SL para aqueles que merecem, os sportinguistas que não hipócritas.

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Rui Miguel Canteiro
Rui Miguel Canteiro
20 de mai. de 2020

Grande Leoa 🦁..! Grande texto com palavras de valor Inês és grande 😘🦁💪 Viva ao Sporting clube Portugal..!

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Pafan
20 de mai. de 2020

Olá Inês

A minha história é muito semelhante à tua, com ligeiras diferenças.

Os meus pais são Sportinguistas, mas sem poder económico para serem sócios e a trabalhar muitíssimo, não tinham tempo, nem € para ir aos jogos no estádio. Então eu comecei a ir aos jogos sozinho, apanhando o barco e o metro, mais tarde éramos três a ir. Como não era sócio, pedia a uma pessoa mais velha para entrar com ele, nessa altura cada sócio podia levar um menor sem pagar. Quando chegavam os lá dentro, agradecia ao sócio e ía juntar-se aos meus amigos.

Com o € que ia juntando, fiz-me sócio e paguei religiosamente as minhas quotas, até que apareceu uma marioneta do guru cRoquette,…


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Nicolau Leocadio
Nicolau Leocadio
20 de mai. de 2020

Que coisa tão bem dita . SL

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henriquercv
henriquercv
19 de mai. de 2020

Obrigado Inês! Primeiro por ficar a saber que é uma Leoa com garra, depois pelo facto de haver algumas semelhanças entre nós na forma de vivermos o nosso Clube pós Bruno de Carvalho, por isto: Também sou sócio Há 45 anos, entrei para sócio no mandato do saudoso João Rocha, também eu no ano de 1995, no famigerado reinado do lampião Santana Lopes, desisti e deixei de pagar cotas. Nunca tive vaidade em mostrar que era Sportinguista a não ser há mais de 40 anos. Foi Bruno de Carvalho que me trouxe de novo ao clube do coração pagando todas as cotas em atraso e vivendo como nunca havia vivido a pai xão e o orgulho por pertencer a est…

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